Trabalho da Polícia Ambiental contribui para redução de desmatamento ilegal da Mata Atlântico em Guarapuava e no PR

Entre 2021 e 2024, o Paraná conseguiu uma redução de 95% no desmatamento ilegal, segundo o IAT.

Paraná reduziu em 95% o desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2021 e 2024, de acordo com dados do Instituto Água e Terra Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST-PR

26/03/2025 às 16:28 - Atualizado em 26/03/2025 às 16:28

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A Polícia Ambiental tem desempenhado um papel essencial na redução do desmatamento ilegal em Guarapuava e no Paraná, utilizando novas tecnologias e operações estratégicas. O sargento Vanderlei Fernandes dos Santos explica que a fiscalização tem sido intensificada, com o uso de helicópteros, drones e georreferenciamento para monitorar áreas de difícil acesso. “A tecnologia tem nos ajudado a agir rapidamente, identificando e combatendo alterações na vegetação com precisão”, destaca o sargento. A colaboração da população também é crucial, com denúncias anônimas feitas pelo Disque-Denúncia 181, que auxiliam no combate aos crimes ambientais.

Entre 2021 e 2024, o Paraná conseguiu uma redução de 95% no desmatamento ilegal da Mata Atlântica, com a área desmatada caindo de 6.939 hectares para 329 hectares. Guarapuava foi um dos principais destaques, com o desmatamento diminuindo de 2.596,06 hectares em 2021 para 111,73 hectares em 2024. O trabalho da regional do Instituto Água e Terra (IAT) tem sido fundamental para esse resultado, com a aplicação de centenas de autos de infração. “A fiscalização constante, aliada à tecnologia, tem sido decisiva para atingirmos esses números”, afirma o sargento.

O combate ao desmatamento ilegal também envolve punições severas aos infratores. O valor das multas aplicadas pode variar significativamente. As infrações mais comuns resultam em multas mínimas de 5 mil a 7 mil reais, mas dependendo da extensão do dano, os valores podem ultrapassar milhões de reais. “Ano passado, tivemos três casos em que as multas superaram a casa dos milhões”, revela o sargento, ressaltando a seriedade com que os crimes ambientais são tratados. A arrecadação das multas é direcionada ao Fundo Estadual do Meio Ambiente, auxiliando na recuperação das áreas degradadas.

Apesar dos avanços, o sargento observa que ainda há desafios. “Mesmo com o apoio da população e o uso de novas tecnologias, o desmatamento ilegal persiste em algumas áreas. Continuamos no encalço dos infratores para proteger o meio ambiente”, conclui. O trabalho contínuo da Polícia Ambiental e o engajamento da sociedade são essenciais para garantir a preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade do Paraná para as futuras gerações.

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