As operações Abecedário e Fogo no Parquinho, deflagradas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) em julho de 2024, não tiveram denúncias apresentadas à Justiça. As suspeitas investigadas são de supostas fraudes promovidas por empresas, com auxílio de agentes públicos, e que tinham como vítima a Prefeitura de Guarapuava.
Segundo o Ministério Público, equipamentos eletrônicos foram apreendidos e a extração dos dados foi finalizada pela Polícia Científica. Atualmente, policiais do Gaeco de Guarapuava fazem a análise do material.
Em nota, o MP afirmou que “espera pelo envio de dados bancários pelas instituições bancárias, sendo que parte delas demorou para enviar a documentação para análise, havendo inclusive multa em execução pelo atraso.”
Sobre a decisão de apresentar denúncia contra os alvos, o MP afirmou que depois que todas as informações da investigação estiver pronta “havendo confirmação dos crimes […], as denúncias deverão ser apresentadas nos próximos meses.”
Nas duas operações não houve arquivamento e todos os inicialmente investigados seguem figurando no processo nesta condição.
Entenda o que as operações investigam
Abecedário
Nesta operação foram 26 mandados de busca e apreensão cumpridas no dia 1º de julho de 2024. O objetivo foi buscar provas em investigação de uma organização criminosa que agia para fraudar licitações de reformas de escolas e outros prédios públicos.
“A forma de agir desses empresários era criar várias empresas com nomes diferentes e os próprios nomes iam mudando, elas aparentavam ser empresas independentes e concorriam entre si, se alternando e ganhando as licitações”, relatou na época a promotora Leandra Flores.
Dessa maneira, segundo a promotora, a organização criminosa venceu mais de 20 licitações para reformar escolas e outros prédios públicos e com valores somados acima de R$ 35 milhões.
“Verificamos que eram todas uma mesma empresa, administradas por duas pessoas, os outros que constavam nos quadros societários eram funcionários [laranjas] e independente de quem vencesse a licitação era a mesma empresa que executava”, disse a promotora.
Segundo a promotoria, com base em comprovante de depósito bancário, Pablo teria recebido R$ 12 mil de propina, via conta de um filho, para permitir o esquema na licitação. Pablo foi procurado e não se manifestou até o momento.
O engenheiro civil Fabiano teria sido negligente no processo de fiscalização e também na elaboração dos editais, que seriam já pensadas com formas de favorecer o esquema.
Fogo no parquinho
Na operação Fogo no Parquinho um outro grupo criminoso, formado por outras empresas, agia igual para fraudar licitações. “A empresa que venceu a licitação concorreu com seus fornecedores”, indicando que ‘houve combinação”, afirma a promotora.
Nessa operação a fraude ocorreu em somente uma licitação no valor de R$ 7.880.731,84, realizada em 2021. Uma empresa de Agronômica, Santa Catarina, foi a vencedora e seria parte deste esquema suspeito e investigado pelo MP.
O engenheiro Fabiano teria recebido R$ 135 mil no esquema. Ele foi procurado, mas não estava na prefeitura e não foi localizado.
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