Guarapuava tem cerca de 100 pessoas em situação de rua acompanhadas pelo serviço social

Apoio inclui orientações, acolhimento em entidades parceiras e atendimento diário no CREAS

Foto: arquivo/ Secom

09/04/2025 às 15:00

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Quem passa por áreas centrais de Guarapuava, como a Praça Cleve, a Praça Nove de Dezembro, em frente à Catedral, e outros pontos da cidade, como o viaduto que liga o bairro Conradinho ao Cidade dos Lagos, frequentemente se depara com grupos de pessoas em situação de rua. Muitas vezes, estão dormindo, aglomeradas ou até mesmo fazendo uso de entorpecentes. A cena, recorrente em diferentes horários do dia, levanta questionamentos da população e de comerciantes sobre a condição social dessas pessoas e a segurança urbana.

100 pessoas em situação de rua são acompanhadas pelo município

Segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, cerca de 100 pessoas estão atualmente cadastradas como em situação de rua em Guarapuava. Esse grupo recebe acompanhamento por meio das equipes do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e pelo plantão social. No entanto, como destaca a secretária da pasta, Cris Ellen Zampier, é importante diferenciar os perfis que ocupam os espaços públicos.

Nem todos que estão na rua vivem nela

“Nem todas as pessoas que vemos nas praças estão em situação de rua. Muitas têm endereço fixo ou são itinerantes que estão apenas de passagem por Guarapuava. Às vezes, por estarem em grupos com usuários de substâncias psicoativas, acabam sendo incluídas no mesmo contexto”, explica a secretária.

Acolhimento e orientação: o papel do serviço social

O trabalho da Secretaria, conforme Zampier, é essencialmente orientativo, oferecendo acolhimento em entidades parceiras, como o Albergue Municipal e o projeto Vidas por Vidas. Nos casos de pessoas de fora da cidade, o serviço social pode até mesmo viabilizar a passagem para retorno ao domicílio ou a uma rede de apoio.

“A nossa abordagem nunca é punitiva. Nós oferecemos um local seguro, fazemos orientações e, dentro da avaliação social, buscamos alternativas para cada caso. Mas é importante dizer que a pessoa precisa aderir ao que propomos. Não impomos nada”, afirma.

Impacto no comércio e nas dinâmicas urbanas

A presença dessas pessoas nas ruas também tem gerado reflexos no comércio e no cotidiano dos moradores. Há registros de brigas e relatos de perturbação em alguns pontos do centro. Nestes casos, a recomendação da Secretaria é que a população acione a segurança pública, especialmente quando houver condutas que se enquadrem como crime.

Abordagens reforçadas no frio e no calor

Com a previsão de temperaturas mais baixas, as abordagens sociais estão sendo intensificadas. “Já tivemos dias frios recentemente, e nossas equipes estão redobrando a atenção. Levamos cobertas, oferecemos acolhimento e até água em dias muito quentes. É um trabalho contínuo, que segue ao longo de todo o ano”, comenta Zampier.

CREAS oferece estrutura diária no centro da cidade

O CREAS, localizado aos fundos da Catedral, funciona como um ponto de apoio diário para essas pessoas, oferecendo lanches, banho, troca de roupas e até ajuda com documentação. Além disso, o serviço mantém parcerias com a Unicentro, por meio do projeto Saúde nas Ruas, com acadêmicos de medicina e, futuramente, de medicina veterinária, que também prestarão atendimento aos animais de estimação das pessoas em situação de rua.

Ações conjuntas e mutirões com outras instituições

Outro destaque foi a realização de mutirões com apoio da Polícia Militar, Setran e Secretaria de Saúde, promovendo abordagens integradas com orientações, encaminhamentos e acesso aos serviços diretamente onde essas pessoas estão.

Aumento no número de itinerantes desde janeiro

A secretária Cris Ellen Zampier também observa que houve um aumento no número de pessoas itinerantes a partir de janeiro deste ano. “Essas pessoas estão apenas em trânsito por Guarapuava. Muitas vezes permanecem um ou dois dias e seguem viagem. A localização da cidade, no centro do Paraná, acaba contribuindo para esse fluxo”, avalia.

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