Clínica médica do Hospital Regional não foi liberada para Unicentro realizar atividades de ensino

Afirmação é a do departamento de medicina da Universidade. Impasse continua mesmo após acordo, em agosto.

Alunos precisam ir para Irati ou Pitanga realizar parte das atividades formativas. Foto: ilustrativa/Assessoria Unicentro.

27/11/2024 às 16:00 - Atualizado em 27/11/2024 às 18:22

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Os alunos do curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) não têm espaço para realizar atividades acadêmicas na área de clínica médica do Hospital Regional do Centro-Oeste, de Guarapuava. A informação é da chefia do departamento da instituição de ensino. Restrição ocorre mesmo após assinatura do Termo de Cooperação, em agosto. Secretaria de Estado da Saúde nega.

“A clínica médica não foi liberada para a Medicina Unicentro como tinha ficado combinado. O Regional é tocado por uma empresa terceirizada que não tem compromisso com o ensino”, retornou em nota a chefia do Departamento de Medicina da Unicentro após pedido da reportagem.

Questionamos se professores da instituição e alunos estavam com acesso ao hospital para o internato e, segundo a Universidade, as dificuldades de espaço ainda continuam. “A Medicina Unicentro participa com alguns alunos fazendo estágio em cirurgia e UTI, mas não temos estruturação dos estágios de alunos e nem a participação dos médicos residentes”, pontua a nota.

O internato, quando o aluno fica por longos períodos dentro do hospital, etapa prevista no quinto e sexto ano do curso, é realizado em hospitais de Pitanga e Irati. A Unicentro não conseguiu acordo com hospitais filantrópicos de Guarapuava e vive um impasse com o Regional, que é do Estado.

Ainda que seja um hospital público, o Regional é terceirizado. São diversas empresas que prestam os serviços de UTI, enfermaria, cirurgia na unidade. Parte do impasse está justamente pelo formato de gestão adotado, como a reportagem do CulturaNews e da Rádio Cultura mostrou.

Estado nega impasse

Em agosto um termo de compromisso chegou a ser assinado entre as partes. A promessa era que os problemas fossem resolvidos por completo e a Unicentro tivesse espaço ao hospital como escola. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, atualmente não existe impasse.

“Não há nenhum impasse que impeça a realização do pactuado no termo de cooperação firmado entre a Funeas/ Sesa /Unicentro. Toda a estrutura do hospital dedicada ao ensino foi disponibilizada para os cursos da área de saúde, da Unicentro, que assumiu a estruturação do bloco didático-pedagógico. Além disso, foi disponibilizada mais uma sala para a coordenação das atividades acadêmicas”, afirmou em nota.

Na prática, contudo, a relação da Universidade se dá com as empresas terceirizadas, não diretamente com o Estado. E é nesta relação que ocorrem os entraves.

Mobilização

A Acig está liderando uma mobilização para que o Hospital de fato seja um hospital-escola. Uma assembleia foi convocada para dia 28 de novembro, às 19 horas, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig). O objetivo é reunir cerca de 30 entidades para criar uma mobilização em torno do tema.

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