O Paraná firmou um convênio de US$ 187 milhões (R$ 1,13 bilhão) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiar o programa Vida Nova, modalidade do Casa Fácil voltada a famílias em situação de vulnerabilidade social. A previsão é atender 6 mil famílias em cinco anos.
Lançado como projeto-piloto em 2020, o Vida Nova vai atender, numa primeira fase, famílias em situação de vulnerabilidade social de 39 municípios, que vivem em favelas, assentamentos precários e áreas de risco para enchentes e desabamentos, por exemplo. Além dessas, outras 30 cidades já deram entrada nos protocolos para ter acesso ao programa.
“É um programa de desfavelamento para atender famílias que vivem em áreas insalubres. Temos elencadas 1,8 mil famílias nesse primeiro momento, em que se iniciam os processos de licitação. Mas o convênio vai atender até 6 mil famílias, que serão retiradas das áreas de favela”, explicou Lange.
“É um programa que abrange diversas secretarias de Estado, e durante as obras as famílias são atendidas por diversos órgãos, tirando elas da situação de favela e levando para uma nova moradia com mais dignidade, recebendo qualificação para o trabalho e ações segurança alimentar, saúde e educação”, complementou.
As famílias serão realocadas nos novos empreendimentos, enquanto as áreas desocupadas passam por um processo de recuperação e proteção ambiental. Durante todo o processo de reassentamento, os beneficiários contam com o trabalho socioambiental da Cohapar e um acompanhamento intersetorial em parceria com 15 secretarias do Estado, em áreas como saúde, educação, qualificação profissional, assistência social, entre outras.
“Diferente de outros programas, o componente principal do Vida Nova não é apenas a habitação, mas também o acompanhamento socioambiental, que prevê uma série de ações intersetoriais junto às famílias”, explicou o superintendente de Programas da Cohapar, Kerwin Kuhlemann.
Guarapuava
O programa Vida Nova pode ajudar Guarapuava milhares de pessoas que vivem em condições precárias em Guarapuava. No ano de 2023, foram catalogados em Guarapuava 1.002 domicílios em 13 áreas de favelas.
Os dados são da Pesquisa de Necessidades Habitacionais do Paraná (PEHIS), realizada pela Cohapar. Na mesma pesquisa realizada em 2019, Guarapuava tinha 8 áreas classificadas como favela e 588 domicílios nestas condições. Desde então surgiram mais quatro favelas e mais 514 habitações.
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