CPI do Sistema Funerário ganha novos desdobramentos após evidência de interferência na Central de Triagem

Depoimento de empresário revelou que um plano funerário que opera em Guarapuava teria interferido no rodízio da Central de Triagem. Prática foi denunciada e o município não tomou providência. 
02/12/2024 às 07:00

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Funerário de Guarapuava ganhou um novo desdobramento depois das oitivas da última sexta-feira (29/11). Um empresário ouvido pela Comissão afirmou que um plano de assistência funerária interveio no rodízio, prática que é proibida por lei.

O empresário também disse que denunciou o caso à administração municipal, mas que não foi investigado pela Central de Triagem, setor responsável por gerenciar o sistema funerário municipal.

Diante da revelação grave, os membros da CPI decidiram convocar o empresário do plano funerário citado, servidores do município e uma usuária do serviço. 

As novas oitivas estão previstas para esta segunda-feira (02/12). O fato novo deve gerar mais um pedido de prorrogação dos trabalhos. A previsão inicial era encerrar a comissão com a entrega do relatório final até 15 de dezembro. 

Interferência

Pelo relato do empresário, uma cliente foi encaminhada para sua funerária, via Central de Triagem, segundo a ordem do rodízio estabelecido por lei municipal. Contudo, após os trâmites iniciais e a contratação do serviço, pediu cancelamento. O motivo teria sido a interferência do plano assistencial contratado por ela. 

Essa prática é ilegal. Pela legislação municipal, somente o cliente pode solicitar mudança da funerária do rodízio e com justificativa. Um terceiro intervir pode caracterizar agenciamento. 

Além disso, agentes de planos assistenciais não podem entrar e ter contato com familiares e funcionários na sede da Central de Triagem. A mesma regra vale para as empresas funerárias.

Consequências

A CPI deve agora verificar esse fato. Se a interferência ocorreu e se não houve a devida apuração por parte da prefeitura, a Comissão pode pedir a responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

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