Empresário afirma que plano orienta clientes a escolherem funerária independente do rodízio da Central de Triagem

Em depoimento na CPI do Sistema Funerário, o empresário Luciano Souto, diretor e sócio-proprietário da Umuprev, afirmou que os clientes são orientados quando contratam o plano e quando buscam atendimento.

Luciano Souto em depoimento aos membros da CPI do Sistema Funerário. Foto: Cléber Moletta.

02/12/2024 às 18:10 - Atualizado em 02/12/2024 às 22:08

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O empresário Luciano Souto, diretor e sócio-proprietário da Umuprev, disse na CPI do Sistema Funerário nesta segunda-feira (02/12) que a empresa orienta os clientes a buscarem uma funerária especificamente, mas não considerou isso interferência no rodízio das funerárias. Ele foi chamado após denúncia de que o plano estaria interferindo na atuação da Central de Triagem, o que é ilegal.

“A gente orienta o associado sobre o serviço que garantimos o atendimento”, afirmou. “O consumidor pode optar onde quer atendimento, eu sei que existe uma concessão, mas em primeiro lugar o que tem que ser respeitado é a vontade da população”, completou Souto.

Pela Lei municipal, funerárias e planos não podem interferir no rodízio. Somente o usuário é quem pode solicitar alteração da empresa que vai prestar o serviço. E isso deve ocorrer sem a coação de empresas do ramo.

A legislação municipal determina que todos os óbitos devem passar pela Central de Triagem. Na Central a família é encaminhada para uma das três funerárias da vez. Quando a família tem plano ou seguro, cabe à empresa pagar o serviço realizado pela funerária da vez, conforme a legislação. Planos funerários não podem prestar o serviço, somente contratar empresas com concessão da Prefeitura.

Um plano e duas funerárias

Os conflitos se dão, conforme a CPI apurou até o momento, entre o plano assistencial Umuprev e as funerárias Santa Paula e Nossa Senhora de Belém. O plano estaria orientando os seus clientes a optarem por outra funerária.

Em relato feito na CPI, o empresário Luciano Souto afirmou que clientes dele reclamaram da qualidade do serviço das funerárias e disse que entregaria relatos dos clientes para a CPI. Na semana passada, contudo, o Procon não apresentou registros de reclamações sobre a qualidade do serviço de nenhuma empresa à CPI.

O empresário relatou que atua em outras cidades e que em Guarapuava o custo dos funerais é o mais elevado do Paraná. Afirmou, ainda, que os preços cobrados pelas empresas em Guarapuava estariam acima da tabela estabelecida pelo município.

A fala de Souto revela um desacerto comercial entre ele e as duas funerárias já mencionadas, fato que está no contexto dos temas apurados pela CPI.

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