O Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal da 5ª Regional de Saúde, que abrange Guarapuava e outros 19 municípios, está desativado desde 2020. A regional teve aumento no número de morte infantis em 2023 em 13 municípios. O Comitê teria função acompanhar e avaliar políticas públicas de redução das taxas de mortalidade, dentre outras atribuições.
“No momento o comitê está inativo, com previsão de retorno em maio”, afirmou Rosangela Padilha, diretora da 5ª Regional de Saúde. Segundo ela, o Grupo Técnico de Agilização e Revisão de Óbitos (Gtaro) está responsável por avaliar os óbitos infantis.

Comitê tem função de promover ações de prevenção. Foto: Albari Rosa/AEN
Contudo, o Gtaro não substitui os comitês de prevenção à mortalidade. As atribuições são diferentes, e o Comitê de prevenção deve se apoiar em dados fornecidos pelo Gtaro. Um dos objetivos é “avaliar a situação e distribuição dos óbitos maternos, infantis e fetais, quanto aos seus componentes e fatores de risco, mediante dados fornecidos pela análise da investigação do óbito realizada pelos componentes do Grupo Técnico de Agilização e Revisão do Óbito (GTARO)”, conforme publicação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa/PR).
Na prática, é o comitê de prevenção à mortalidade que pode cobrar os gestores e buscar ações concretas para melhorar os serviços e diminuir as mortes.
A 5ª Regional teve 89 óbitos infantis em 23. A maioria, 66, eram evitáveis.
Guarapuava
Em Guarapuava o Comitê Municipal de Prevenção também está desativado. Ele também deve ser retomado, segundo afirmou a gestão. O município também teve aumento dos casos de morte infantil no ano de 2023.
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