A imagem captada por uma câmera de segurança da PCH Rio Branco, no Rio dos Patos, em Prudentópolis, chamou a atenção nas redes sociais. Um felino passeia tranquilamente pelo local na véspera de Natal, dia 24 de dezembro. Trata-se de uma jaguatirica, animal que tem a pelagem semelhante ao da onça-pintada, o que fez muitos confundirem a espécie.
“O animal do vídeo é uma jaguatirica, pode chegar até a 16 quilos, um felino de porte pequeno a médio e quando visto de longe as pessoas podem confundir com a onça, mas a onça é um animal 10 vezes maior, pode chegar a 120 quilos”, esclarece Rodrigo Martins de Souza, professor da Unicentro e coordenador do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras).
Não há registro de onças-pintadas na região Centro-Sul do Paraná. Outros felinos com pelagem semelhante (mas tamanho bem diferente) geram a confusão quando são avistados.
A principal forma de diferenciar a onça-pintada da jaguatirica é o tamanho bem distinto entre ambas. Uma onça tem peso semelhante ou superior ao de um humano adulto.
Uma onça-pintada adulta fica na altura do tronco de um ser humano adulto, também em pé. Uma jaguatirica atinge a altura do joelho.
Na pelagem, a jaguatirica tem listras no sentido horizontal no pescoço e tronco. É uma marca própria dela, não encontrada na onça-pintada ou outros felinos.
O focinho da espécie mostrada no vídeo é fino, formato diferente da onça-pintada.

Material elaborado por Pedro Henrique Busana mostra comparativo entre alguns felinos encontrados no Brasil.
Felinos da região
Além da jaguatirica, o gato-maracajá é um felino com pelagem semelhante a da onça-pintada. Ele habita nossa região e tem tamanho semelhante ao dos gatos domésticos.
A única onça encontrada na região é a suçuarana, também conhecida como onça-parda ou puma. É o maior felino encontrado na região, mas tem tamanho inferior ao da familiar de pele pintada.
No Paraná, as onças-pintadas habitam a região do Parque Nacional do Iguaçu e Serra do Mar, no Litoral.
Preservar as matas
Garantir a presença de felinos requer a manutenção das florestas. Predadores no topo da cadeia alimentar, eles dependem de áreas preservadas para poder caçar, se reproduzir e prosperar.
Neste aspecto, a região de Guarapuava precisa avançar. Dado divulgado em 2024, mostrou que no ano anterior a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra da Esperança foi a 3ª unidade de conservação coberta por Mata Atlântica mais desmatada do Brasil em 2023. Já o Parque Estadual da Serra da Esperança, que abriga o Salto São Francisco, ficou em 6º no ranking de mais desmatados.
As informações estão no Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (2022-2023), realizado pela SOS Mata Atlântica.
Denúncias
Denúncias de crimes ambientais podem ser realizadas pelo 181, telefone de denúncia anônima da Polícia Militar Ambiental do Paraná.
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